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por: Mauro Cezar Klinguelfus

Vícios ao volante - O
que não pode ser Descansar
o pé sobre o pedal da embreagem é um vício que provoca o desgaste
prematuro dos componentes do sistema
EMBREAGEM - Muitos brasileiros deixam o pé apoiado sobre o pedal da
embreagem
quando dirigem. É um dos vícios mais comuns e difícil de ser superado.
As alavancas desse sistema são responsáveis por multiplicar de oito
para 400 quilos o peso aplicado sobre o pedal e separar o disco de
embreagem do platô.
O pé constantemente apoiado sobre o pedal acelera o desgaste do disco,
molas e rolamentos em até 40%.
Dirigir com a mão apoiada sobre o câmbio força o trambulador e seus
terminais, provocando desgaste prematuro.
MÃO NA ALAVANCA - Dirigir com a mão pesando sobre a alavanca de
marchas força o trambulador (peça fundamental na ligação entre o
câmbio e as engrenagens da transmissão) e seus terminais, que podem
desgastar-se excessivamente.
Passar com o carro atravessado no quebra-molas, uma roda por vez,
provoca maior torção na carroceria e pode até empenar o monobloco.
QUEBRA-MOLAS - Outro mau hábito é o de passar em uma lombada
transversalmente (cada roda de uma vez). Essa prática pode danificar
as buchas da suspensão, amortecedores e rolamentos. Além disso,
provoca maior torção da carroceria, o que pode empenar o monobloco.
BANGUELA - Na ânsia por economizar, alguns motoristas deixam o carro
em ponto morto nas descidas. Nos veículos que têm injeção eletrônica,
essa prática aumenta o consumo, além de sobrecarregar o sistema de
freios, que não poderá contar com o freio motor para auxiliá-lo.
PEGAR NO TRANCO - Deve ser evitado em carros com injeção eletrônica,
pois, se a bateria estiver arriada, a central eletrônica não
funcionará com menos de 8 volts. Nesse caso, mesmo que o motor
funcione, há ainda o risco da correia dentada não suportar o tranco e
“pular alguns dentes”, quebrando a harmonia de funcionamento do motor
e criando o sério risco de empenar as válvulas.
Nesse caso, o prejuízo é grande, pois o motor terá que ser aberto em
sua parte superior. Outro problema decorrente deste hábito é que o
combustível não queimado que descer pelo coletor de escape pode
danificar de forma irreversível o catalisador (os mais baratos custam
cerca de R$ 400). Por fim, se for fazer a famosa “chupeta” (ligar uma
bateria em bom estado na descarregada), tome cuidado para não inverter
os pólos. Isso poderia queimar a central eletrônica, que custa mais
de R$ 1.000,00.
Manias que pesam no bolso
Alguns vícios passam de pai para filho e continuam causando prejuízos.
Os problemas vão da postura ao dirigir ao comportamento no trânsito,
passando por falsas idéias de economia.
ÚLTIMA ACELERADA - Motoristas que têm esse hábito antes de desligar o
carro não sabem que isso só serve para desperdiçar gasolina e aumentar
as chances de danificar o motor. Isso porque o combustível não
queimado irá “lavar” o óleo das paredes do cilindro do motor. Quando
ligar o carro novamente, anéis e pistão vão funcionar, por alguns
instantes, sem lubrificação e desgastar mais rápido.
Motorista que dirige com o braço na janela corre o risco de não
conseguir fazer manobra de emergência
BRAÇO NA JANELA - Além do perigo de não conseguir fazer uma manobra de
emergência, pode custar multa de R$ 85,13 e perda de quatro pontos no
prontuário.
NÃO ESQUENTE - Veículos mais novos, que têm injeção eletrônica, não
precisam ser aquecidos antes de entrar em movimento. O sistema
programa a lubrificação e a mistura ar/combustível. Além disso, a
maior eficiência da bomba de óleo e de gasolina proporcionam o
desempenho adequado mesmo com o motor frio.
Pneu pressionado contra o meio-fio sofre deformação na estrutura
ESTACIONAMENTO - Apoiar o pneu no passeio faz com que ele sofra a
pressão do peso do veículo. Isso pode gerar uma deformação na
estrutura, alterar a capacidade de resistência e uniformidade do pneu,
além de afetar as condições de balanceamento do conjunto rodas/pneus.
SUSPENSÃO - Ao ver um buraco na estrada, alguns motoristas têm a
péssima mania de frear bruscamente. Com a roda travada, o impacto é
muito maior, o que sobrecarrega a suspensão e o próprio sistema de
freios. A roda venceria este obstáculo muito mais facilmente, se
estivesse em movimento.
DIREÇÃO HIDRAÚLICA - Não gire o volante com direção hidráulica com o
motor desligado. Isso pode forçar a tampa do reservatório, causando
derramamento de fluído ou, até mesmo, deslocar a tampa. Mesmo com o
motor funcionando, não se deve deixar o volante completamente virado
por mais de 15 segundos. Nessa condição, o óleo é bastante aquecido
pela bomba da direção hidráulica, o que
pode causar danos no sistema e ruídos.
Ao atravessar trechos alagados, aumenta-se o risco de ocorrer calço
hidráulico, que é a entrada de água no motor.
ENCHENTE - Passar por trechos alagados pode ser bastante oneroso para
o proprietário do carro, caso o motor aspire água em vez de ar,
provocando o calço hidráulico: como o pistão recebe água, que não se
comprime, pode travar o motor e entortar as bielas, danificando-as
seriamente. Evite passar por
locais alagados quando a água ultrapassar a metade da roda.
Retirada da Lista dos Camaradas do Niva em 11/03/2005.
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