Enviado por: Maurício (Tchê) - São Paulo/SP


Sistema Elétrico - Alternador


 

Camaradas

Falando um pouquinho sobre o sistema elétrico de um carro. Quando o veículo está em movimento, a eletricidade vêm do alternador (que, apesar do nome, é um gerador de corrente contínua). Assim sendo, é fundamental que a corrente nominal do alterndor (é aquela que define o alternador;
exemplo: alternador de 90 ámperes ou 90 A) seja compatível com a corrente nominal que os equipamentos do carro vão consumir (não é difícil de calcular, bastando pegar a potência dos farois, rádio, etc e dividir por 12; exemplo: 5 farois de 25W tem uma potência total de 125W, consumindo uma corrente de 125/12=10,42 A). A corrente nominal total do veículo não deve ser maior que a corrente nominal do alternador. Em casos excepcionais, pode no máximo ser 10% maior (alternador de 50A e corrente nominal do veículo de 55A). Idealmente, deve-se trabalhar com alguma folga, pois nem sempre se pode calcular com precisão a corrente nominal total do veículo (deveria-se contabilizar todos os equipamentos elétricos do carro, de lâmpadas internas a bombas de combustível). Outra
maneira de se "estimar" a corrente nominal é verificar no manual do proprietário qual é a indicação da bateria a ser utilizada.

A corrente nominal será aproximadamente 80% do valor da bateria indicada (exemplo:um carro cujo manual recomenda o uso de bateria de 46 ámperes/hora terá uma corrente nominal de 46*0,8=36,8 ámperes). Isso vale para o carro original, sem equipamentos extras (rádios, PX, farois de milha). O que for colocado depois tem de ser contabilizado à parte (técnica de somar as potências e dividir por 12) e somado ao valor obtido (técnica da bateria) para indicar a nova corrente nominal.


O tipo de bateria tem de ser, no mínimo, igual a corrente nominal (exemplo: um carro cuja corrente nominal calculada de 90 A, deve ter, no mínimo, uma bateria de 90 A/h), pois quando o veículo estiver parado, será a bateria a fonte de corrente para os equipamentos.
 

Um componente normalmente esquecido e fundamental para o bom funcionamento do sistema elétrico do veículo é o regulador de tensão (ou regulador de voltagem). É ele o responsável por "estabilizar" em aproximadamente 12V a tensão fornecida pelo alternador (se não, quando o carro estivesse trabalhando em rotações elevadas, a tensão fornecida pelo alternador seria muito maior que a fornecida em baixas rotações; danificaria todos os equipamentos elétricos).

Nos veículos mais modernos, o regulador de tensão é interno ao alternador. Mas mesmo nos veículos mais antigos regulador e alternador tem de trabalhar de forma casada (tipo de alternador casado com o seu respectivo regulador).


Embora exista boa portabilidade (compatibilidade entre modelos diferentes), não se pode sair por ai trocando o alternador e o estabilizador de tensão "a miguelão". Um bom (bom mesmo!!!) eletricista
deve orientar a troca do alternador e a eventual troca do regulador de tensão (para compatibilizar os dois).


Resumo da ópera: alternador, regulador de tensão e bateria trabalham de forma conjunta e casada. Quando da substituição de um, deve-se considerar o efeito nos demais elementos do conjunto. A corrente nominal dos equipamentos do veículo deve ser compatível com o seu sistema
elétrico, se possível, com alguma folga para este.


Nunca é demais lembrar: fios e cabos usados devem ser compatíveis com as correntes que por eles circulam. Sempre que instalar um equipamento novo no veículo, além da preocupação com o dimensionamento do sistema elétrico, deve-se colocar chaves e fusíveis (importante: o fusível deve
ser ligado SEMPRE no pólo positivo, nunca no terra ou massa) adequados.


Se a corrente a ser chaveada for muito elevada (mais de 10A), o uso de relês é recomendado (a chave aciona o relê que aciona o equipamento).
Um outro lembrete: quando for instalar fios ou cabos na parte externa do veículo, verifique se o isolamento (a capa) dos mesmos resiste a luz ultravioleta. Cabos para uso em eletrodutos (conduítes) não tem o isolamento resistente a luz do Sol, perdendo em pouco tempo sua cobertura isolante (a capa dos cabos fica toda rachada e esfarelada) o que pode provocar curtos-circuitos.

 

 

Relês

Os relês são componentes eletro-mecânicos que, através de um campo magnético acionam um contato elétrico. Complicou? funciona assim: uma bobina interna do relê, ao ser energisada, aciona um contato elétrico do mesmo relê.


Um relê automotivo terá um terminal + para acionamento da sua bobina (é o terminal que vai "ligar" o relê) e mais um jogo de terminais de contatos, que pode variar bastante de acordo com o tipo de relê.

 O modelo "mais simples" tem três terminais: um + para "ligar ou deligar" o relê (o - vai pela carcaça) e dois de contatos, que podem ser NA/NO (normalmente aberto; quando o relê estiver "desligados" seus contatos estarão abertos) ou NF/NC (normalmente fechados; quando o relê estiver "desligados" seus contatos estarão fechados).


Quando você compra um relê, ele deve vir com seu terminais identificados e quais são eles (NA/NO ou NF/NC). A corrente máxima que pode circular pelos terminais é um parâmetro fundamental para a escolha do relê a ser utilizado. Existem diferenças de relê para relê.


O relê mais simples de ser utilizado é o que tem um único jogo de terminais NA/NO. Uma chave (que pode pequena, para baixa corrente) aciona o relê (pelo terminal +) que vai acionar (como se fosse uma outra "chave") o equipamento desejado (farois de milha por exemplo). Assim, com uma pequena chave que pode facilmente ser instalada no painel, é possível acionar grandes cargas de mais de 30A.

Para funcionar a contento, o relê precisa estar fixado (ter contato elétrico) num ponto
de massa do carro.


Alguns chamam os relês de "chaves eletro-comandadas".

Espero ter ajudado.
[]s.
Mauricio (Tchê)
Samurai 94/95 "Canguru"
São Paulo - SP 
 


Retirada da Lista dos Camaradas do Niva em 18/10/2004




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