Correio
Braziliense – 01/08/2002
Aventura
Encontro de Nivas
Clube que reúne
donos do utilitário da Lada promove encontro fora-de-estrada entre os
aficionados. Em dois dias, eles enfrentaram fácil todo o tipo de terreno
Texto e
fotos:Luís Tajes
Da equipe do Correio
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No
segundo dia, com trilhas mais radicais, os Nivas não se intimidaram com
nenhum obstáculo. Todos voltaram para casa inteiros |
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Poeira, buracos e erosões — inimigos da maioria
dos brasileiros apaixonados por carros — tiveram presença marcante no I
Encontro Centro-Oeste dos Camaradas do Niva. A turma de amantes do
fora-de-estrada Russo, que não se importa nem um pouco em encontrar muitos
desses obstáculos pela frente, escolheu Pirenópolis(Go) para montar acampamento
durante dois dias. Os morros, pedreiras, rios e cachoeiras da região, com suas
estradas de terra vermelha, foram percorridos por oito Nivas de Brasília,
Goiânia e Pirenópolis.
Barracas montadas, tanque cheio, GPS conectado e, sábado mesmo, logo depois de desembarcar na cidade por estradas alternativas, os camaradas
partiram para uma pequena expedição pelo Morro dos Pirineus. O incômodo causado
pela poeira logo passa com os visuais incríveis de lugares onde só chegam 4X4,
em estradas utilizadas por caminhões que transportam pedras extraídas das
inúmeras pedreiras da região.
O dia já chegava no fim quando o comboio voltou para o acampamento.
E depois de um passeio radical de quilometragem alta, só um bom papo com os
amigos para relaxar, enquanto a carne assava devagarinho no braseiro. No
segundo dia pela manhã, hora de desmontar acampamento, tomar um café na cidade
e partir para outra trilha de três horas de duração, com direito até a paradas
para tirar fotos. E lá foram os niveiros abrindo e fechando porteiras, subindo
e descendo morros de pedras e testando no limite os recursos de bloqueio e de
reduzida que os carros oferecem.
O puxador da trilha caprichou com algumas subidas de pó de pedra, o que
dificultou um pouco o trajeto. Nada que os aventureiros não tirassem de letra.
No meio da tarde todos chegaram juntos e inteiros, via trilha na Cachoeira do
Abade, encerrando o encontro com alguns arranhões de percurso, mas sem nenhum
problema mecânico nos carros.
Os Camaradas do Niva de Brasília, que se reúnem às quintas-feiras
no Autódromo de Brasília, já estão organizando a próxima trilha para o final de
agosto, provavelmente noturna. Eles irão se despedir do chamado mês das bruxas
e do cachorro louco, e também planejam uma expedição em torno da Chapada dos Veadeiros.
Mas isso é uma outra história. (Colaborou Débora Geraldes)
Serviço
Mundo Niva
· www.wnc.asn.au
· www.lada-niva-id.de
· www.lada.fr/niva.htm
· www.camaradasdoniva.com.br
· www.nivaclube.com.br
· www.4x4niva.hpg.com.br
· www.bomer.com.br
O
que leva alguém a ter um
‘‘É um jipe fechado e mais
confortável, e ao mesmo tempo um carro de passeio. O meu tem sete anos e nunca
me deu problemas’’, defende Rodrigo Rodrigues de Carvalho, 27 anos, do clube
Camaradas do Niva de Brasília, garantindo que o utilitário tem um dos melhores
custo-benefício do mercado. O estudante de turismo gosta tanto do carro que já
gastou mais em acessórios do que o próprio valor do jipe. ‘‘Entre pneu lameiro,
guincho, estribo, bagageiro, faróis de milha, suspensão e rádio comunicador,
gastei R$ 10 mil, contra R$ 6 mil pagos em 1995’’. Rodrigo comprou o primeiro
modelo que veio para o Brasil, em 1991, e já perdeu as contas de quantas
trilhas fez. Peças de reposição? Ele garante que não tem problemas para
encontrar. ‘‘Posso não achar em Brasília, mas nunca fiquei sem’’, garante.
(D.G.)