Vamos conhecer
quais os tipos de tração que existem.
PART-TIME 4WD:
A caixa de câmbio não possui diferencial central. Para estes veículos,
a tração 4x4 deve ser usada somente em situações fora-de-estrada, evitando
o asfalto e estradas de terra muito boas, em altas velocidades. Exemplos de
carros com este sistema: Toyota Bandeirante, Nissan Pathfinder, Jeeps, JPX,
Suzuki Samurai, pick-up Frontier Nissan e pick-up L-200 Mitsubishi.
FULL-TIME 4WD:
A caixa de câmbio vem equipada com diferencial central, que possibilita conduzir
o veículo em 4x4 até em rodovias. Veículos como o Mitsubishi Pajero e os Jeeps
Cherokee possuem este recurso e podem ainda rodar em 4x2, mas a maioria traciona
direto em 4x4, como os Land Rover, Niva, Subaru e Audi.
TRAÇÃO POSITIVA:
Ou Positraction, é um diferencial que desvia ou bloqueia parte da potência da roda
que está girando em falso para a outra que tenha alguma tração. Normalmente, o
índice de bloqueio é de 70%. Algumas pick-ups da Chevrolet, como as D-20 e as
primeiras S-10, vinham equipadas com este sistema. Já a Ford equipa toda a sua
linha de pick-ups, como a F-250, a F-1000 4x2 e 4x4 e as Ranger com esse diferencial.
TRACK LOCK:
Tipo de diferencial que distribui automaticamente o torque entre as rodas traseiras,
de modo a garantir a melhor condição de aderência em superfícies de baixo atrito,
como lama, areia, etc. Sistema utilizado pela Chrysler nos veículos Jeep.
ACTIVE TRAC:
Sistema de tração 4x4 desenvolvido pela Mitsubishi. e utilizado nos modelos Pajero.
O equipamento permite o acionamento de 4x2 para 4x4 em velocidades de até 80 km/h.
Possui diferencial central, que possibilita o deslocamento em qualquer tipo de
terreno, seja liso ou com aderência plena (asfalto). Pode, ainda, ter o diferencial
central bloqueado para melhor distribuição de torque entre os dois diferenciais.
COMMAND TRAC:
É um dos inúmeros sistemas de tração 4x4 que a Chrysler desenvolveu para sua linha
Jeep. Este modelo é o part-time 4WD, que significa que seu proprietário só deve
utilizá-lo para tração 4x4 quando estiver trafegando em terrenos difíceis e que
ofereçam deslizamento em curvas. A caixa também permite o acionamento para 4x4 em
pleno deslocamento.
CONTROL TRAC:
Tipo de tração integral 4x4 utilizado nos modelos da Ford, como o Explorer. A caixa
conta com circuitos eletrônicos que detectam deslizamentos nos diferenciais e
equilibra o torque para a melhor situação de tração. É equipado com marchas reduzidas,
quando tem seu diferencial central bloqueado, e pode ainda ser alterado para 4x2.
ETC - ELETRONIC TRACTION CONTROL:
A Land Rover desenvolveu este sistema de controle de tração para equipar os Range
Rovers. O monitoramento eletrônico das rodas traseiras detecta se alguma delas começa
a patinar. Neste momento, entra em ação o freio ABS, que paralisa a roda que está
patinando e permite que o sistema envie torque à outra roda para que possa continuar
a tracionar o veículo. É um recurso relativamente simples e funcional e tem o mesmo
princípio de funcionamento do Selec Traction da Gurgel.
ETS - ELETRONIC TRACTION SYSTEM:
Similar ao modelo da Land Rover, foi desenhado pela Mercedes para equipar os modelos
da Série M. A diferença é que o ETC equipa as quatro rodas e não somente as traseiras
como nos Range Rovers.
QUADRA TRAC:
Também desenvolvido pela Chrysler, o Control Trac equipa a linha Cherokee e é um
sistema de tração integral 4x4. Seu sistema de acoplamento viscoso controla o torque
para cada um dos diferenciais e permite o tráfego em marchas reduzidas.
INSTA TRAC:
É o nome do sistema usado pela Chevrolet em alguns modelos fabricados nos Estados
Unidos. Equipa pick-ups como as Blazers, e é um sistema Part Time 4x4, o que significa
que não deve ser utilizado no asfalto ou outro piso de aderência plena. Permite mudança
de 4x2 para 4x4 em pleno movimento e conta com o recurso precioso das Marchas Reduzidas.
SELECT TRACTION:
Sistema simples de bloqueio utilizado nos fora-de-estrada da Gurgel. O seu mecanismo
baseia-se na utilização dos freios de estacionamento traseiros, que são normalmente
acionados por um cabo de aço. O sistema é composto de três alavancas: a principal, que
freia as duas rodas simultaneamente, e mais duas pequenas, que freiam uma roda de cada
vez. Se uma roda fica girando no ar, ou patinando, o condutor puxa o freio da roda
correspondente, fazendo às vezes de um blocante e o diferencial envia todo o torque
para a roda que está em condições de tração.